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Uma noite histórica para o Brasil, no mau sentido. Foi essa a impressão que os jornais da América do Sul tiveram das quatro derrotas de clubes brasileiros na rodada de oitavas de final na última quarta-feira pela Copa Libertadores.
Claro que os argentinos não deixaram o acontecimento passar em branco. O irreverente Olé escreveu o seguinte: “Era o bicho papão. Pela história, pelo poderio econômico, pelas figuras que tinham, e pelo que indicavam os números. De fato, o Brasil foi o único país que colocou todos os seus times nas oitavas. Mas, depois de uma catástrofe, só um estará nas quartas”.
O também argentino La Naciónestampou: “A noite negra do futebol brasileiro”. O jornal classificou a última quarta-feira como “uma das piores rodadas do futebol brasileiro no campeonato”. Segundo o artigo, “nem o mais pessimista poderia prever o que aconteceu”.
O tom na Argentina ainda era de certo respeito. Mas, no Uruguai, foi só alegria. “O Peñarol calou várias bocas”, escreveu o jornal El Pais. “O grande gigante despertou, e a América sabe. Sente. Vive”, completou o dramático texto da edição digital do periódico, cujas chamadas estavam quase totalmente domadas pelo time carbonero.
Na Colômbia, o clima era de surpresa total com a vitória do Once Caldas fora de casa sobre o Cruzeiro. Classificando como “épico” o feito do time, o jornal El Pais criticou o time brasileiro e considerou que o resultado foi bem merecido: “O Cruzeiro não fez jus à sua condição de melhor da fase de grupos”,
Já o paraguaio ABC transformou o 3 a 0 do Libertad em “goleada” sobre o Fluminense. O jornal destacou que o time gumarelo só venceu porque “os jogadores deixaram tudo de si no campo”, e porque o Fluminense “foi mesquinho em seu jogo, apesar de ter jogadores de alto nível”.
Em Santiago, a vitória do Universidad Católica sobre o Grêmio não causou tanta surpresa, mas o jornal El Mercurio deu amplo destaque à vitória “com muita tranquilidade” do time local, ressaltando que o Grêmio não ameaçou o resultado “em nenhum momento”.
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