Vexame refletem Decadencia de Tecnicos Brasileiros.

Junior Lago/UOL
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De uns tempos pra cá, escuto diariamente de cartolas e empresários que não existem bons técnicos no mercado. Por isso, alguns clubes pensam dez vezes antes de demitirem seus treinadores.
Os fiascos proporcionados por vários grandes clubes brasileiros nos últimos dois dias refletem essa escassez de ‘treineiros’ de primeira linha no país. Não foram apenas acidentes de trabalho.
A falta de nomes consagrados torna cada vez mais frequente a escolha por meio de ligação afetiva. Casos de Grêmio e Inter. Os tricolores fracassaram na Libertadores com Renato Gaúcho, que fez um belo Brasileiro, mas pelo tempo de estrada já deveria ter alcançado o topo há anos.
No Inter, seria injusto culpar Falcão, que está no começo de trabalho. Mas talvez ele seja a maior prova da decadência dos professores do nosso futebol. Ainda como comentarista, disse várias vezes a amigos que o nível estava tão baixo que se animava a retomar a carreira.
A ligação emocional pesou para que Luiz Felipe Scolari voltasse ao Palmeiras mais do que seu currículo recente. Felipão ainda é um técnico capacitado para dirigir um grande time, mas duvido que nos velhos tempos apanhasse de 6 do bom time do Coritiba.
No Cruzeiro, Cuca simboliza a falta de opção, situação comum em que um clube contrata determinado treinador por não ter ninguém melhor no mercado. Fez uma brilhante primeira fase na Libertadores, mas caiu em seguida. Bater na trave é mais frequente em sua carreira do que os títulos. Assim, nunca foi considerado um técnico top.
Dos últimos vexames, a derrota do Flamengo é a que tem mais pinta de acidente. Luxemburgo ganhou com sobras o campeonato do Rio, mas o Flamengo não joga a metade do que poderia com seu elenco. Luxa tem crédito, pois seus grandes times nunca nasceram da noite para o dia.
Por fim, o Fluminense. Sem dúvida, melhor exemplo do que escrevi até aqui. Foi desprezado por um técnico de primeira, que escapou de amargar a eliminação na Libertadores. Em seguida, tentou inovar contratando um treinador tampão, não deu certo. Acabou inventando o técnico à distância. Aquele que fica do outro lado do mundo dando palpites no futuro time. Papel desempenhado por Abel Braga, que devido a falta de novos talentos viu seu status subitamente turbinado.

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