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A gestão do presidente Arnaldo Tirone assumiu o Palmeiras com a promessa de tentar melhorar os problemas financeiros deixados pelo antecessor Luiz Gonzaga Belluzzo. Cinco meses depois, o clube mantém a ‘obsessão’ de campanha ao procurar fazer acordos com o técnico Muricy Ramalho e os meias Lincoln e Valdivia
.O clube recorre a parcelamentos para tentar quitar seus débitos. Mesmo assim, só o caso do treinador tem um acordo totalmente definido. O Palmeiras deve R$ 1,210 milhão para o técnico do Santos, e acordou para pagar a dívida em dez prestações, segundo confirmou o diretor financeiro do clube, Walter Munhoz, ao ede.
Já os casos de Lincoln e Valdivia são diferentes. Cada um está sendo tratado diretamente por um membro da diretoria: o vice de futebol Roberto Frizzo negocia o acerto da dívida com o meia brasileiro, enquanto o presidente Tirone busca um acordo com o chileno, que cobra comissões devidas a seu pai, como empresário.
“Pagamos parte das luvas do Lincoln, e a parte que ele pagou estamos negociando”, afirmou Munhoz. O meia do Palmeiras dispendeu do próprio bolso uma quantia para pagar a sua liberação do Galatasaray. Como o Palmeiras não havia lhe ressarcido, ele chegou até a notificar o clube judicialmente.
O assunto Valdivia é diferente do de Lincoln, já que o pai e empresário do jogador não recebeu do Palmeiras toda a comissão cobrada para intermediar o seu retorno ao clube alviverde. Recentemente, ele recebeu uma parte.
As negociações fazem parte de uma linha da diretoria do Palmeiras de tentar equacionar todas as pendências financeiras para motivar o elenco. “Desde o início o nosso planejamento estratégico é dar prioridade ao futebol claro, mas colocar os salários e os direitos de imagem em dia de quem estava atrasado, além de manter a gestão dos salários e dos direitos em dia”, falou o diretor de planejamento.
Os dirigentes seguem a tese de que time que não recebe em dia não tem tranquilidade para render bem. Acreditam que isso atrapalhou a equipe na gestão anterior. Mas se o próprio clube admite que tem problemas financeiros, fica a pergunta: de onde vem dinheiro para equacionar as dívidas? Munhoz responde:
“De patrocínios que a gente conseguiu e da economia que estamos fazendo. Não estamos pagando comissões aos empresários nas novas contratações”.
Por causa do aperto financeiro, o presidente e mais um dirigente que pediu para não ser identificado já colocaram dinheiro do bolso para ajudar a pagar os jogadores.
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