Cruzeirenses ainda buscam explicação e exibem marcas da queda na Libertadores.

Henrique, que levou três pontos no supercílio, passará por exame para avaliar pancada no maxilar
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Na reapresentação do elenco do Cruzeiro na Toca da Raposa II nesta quinta-feira, um dia depois da eliminação nas oitavas de final da Copa Libertadores, os jogadores ainda buscavam explicações para a queda diante do Once Caldas. Outros atletas ainda carregavam marcas físicas do confronto com a equipe colombiana.
Nesta quinta-feira, o volante Henrique tinha o supercílio esquerdo protegido por um curativo. Ele foi obrigado a levar três pontos no local por conta de uma pancada durante a derrota cruzeirense para o Once Caldas. Depois do lance, Carbonero, da equipe colombiana, foi expulso de campo.
Henrique ainda sofreu uma pancada no maxilar logo no início de jogo. Ele teve um deslocamento na mandíbula, corrigido pelo médico Sérgio Freire Júnior ainda em campo. No entanto, o camisa 8 reclamava de dores no local ainda nesta quinta-feira. Depois do treinamento, ele passaria por uma radiografia para avaliar o grau da lesão.
Em nítido clima de abatimento, Henrique pediu que a equipe se recupere para o clássico contra o Atlético, neste domingo, pela final do Campeonato Mineiro. “Tomei três pontos no supercílio. Faz parte do jogo. Não conseguimos objetivo, mas temos que nos reerguer para estar bem no clássico”, disse.
O meia Montillo ainda buscava entender o motivo para a eliminação na Copa Libertadores após a conquista da melhor campanha geral da primeira fase. O camisa 10 estabeleceu a conquista do Estadual como uma obrigação. “Tínhamos tudo para vencer.  Mata-mata você não pode errar. Agora ganhar o Mineiro é uma obrigação, pois acho que tínhamos time para conquistar os dois títulos”, afirmou.
Para a decisão do Campeonato Mineiro, Montillo aposta na união do elenco cruzeirense. “É uma tristeza grande, pois temos time para ganhar a Libertadores, mas não deu certo. Mata-mata não perdoa. Quando chega à fase de grupos pode perder pontos, mas mata-mata tem que ganhar sempre. Estamos todos unidos. Não vamos jogar só por nós, mas pela torcida e família”, observou o meia, que viu a derrota para o Once Caldas como a pior atuação do Cruzeiro desde que foi contratado, em agosto de 2010.
“Em 40 jogos aqui, nunca vi o time todo jogando mal. Não temos muitas palavras para falar. Não achamos explicações para o que aconteceu ontem (quarta-feira). Time grande tem que levantar a cabeça. Temos jogadores muitos novos que precisamos aconselhar. Isso acontece quando menos se espera. Somos um time, tanto quando ganhamos como quando perdemos”, acrescentou.
O volante Marquinhos Paraná foi outro a apontar a final do Campeonato Mineiro como uma oportunidade para reabilitação. “É muito triste. Muito ruim não só para jogadores, mas diretoria e comissão. É um dia muito para baixo. Mas temos que levantar a cabeça. O jogo contra o Once Caldas não volta mais e temos que procurar esquecer, apesar de estar muito recente. Domingo podemos reverter isso. O clássico é um jogo que pode nos dar força”, destacou.

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